As Capelas da Paróquia São João Batista de Bebedouro: Símbolos de Fé e Comunhão
As capelas da Paróquia São João Batista de Bebedouro representam marcos vivos da expansão religiosa e comunitária do município. Criadas para aproximar a vida litúrgica dos fiéis distantes da Igreja Matriz, elas testemunham mais de um século de devoção, solidariedade e evolução pastoral.
Com o desmembramento das paróquias ao longo do tempo, algumas capelas passaram a integrar novas comunidades eclesiais, enquanto outras permaneceram sob os cuidados da Matriz. Atualmente, pertencem à Paróquia três capelas principais:
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Capela de Santa Terezinha, no Bairro Novo Lar;
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Capela do Cemitério Municipal, dedicada a Santo Antônio de Pádua;
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Capela de Nossa Senhora das Graças, no Bairro Três Marias.
Além delas, há capelas em território paroquial pertencentes a outras instituições religiosas, como o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, das Irmãs de Santa Dorotéia, e a Capela de São Vicente de Paulo, das Irmãs Passionistas.
A orientação atual da Igreja é clara: capelas devem ser espaços vivos de comunidade, não apenas locais de culto.
Por isso, a Paróquia São João Batista vem investindo em setorização pastoral, fortalecendo conselhos de setor e incentivando a participação ativa dos fiéis — uma forma de reacender a chama da fé que moldou a história religiosa de Bebedouro.
Acenos Históricos: Cronologia das Capelas
Desde o início do século XX, a vida religiosa de Bebedouro se entrelaça à construção de seus templos. Documentos do Bispado de São Paulo registram marcos como:
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1904: autorização para a Capela de Nossa Senhora do Rosário do Lambari (Turvínia);
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1908: Capela de Santo Antônio.
Durante o paroquiato de Monsenhor Aristides da Silveira Leite (1926–1946), houve uma verdadeira expansão: surgem as capelas de São Benedito, São Sebastião, Nossa Senhora Aparecida (Andes e Botafogo), Água Limpa, São Pedro e a Santa Terezinha, cuja pedra fundamental foi lançada em 1938.
Os paroquiatos seguintes — Frei Marcelo Manilia, Frei Querubim Rega, Frei Dionísio Marinelli, Frei Antônio Preto, Monsenhor Boleslau Semileski e Cônego Pedro Paulo Scannavino — consolidaram e reformaram várias capelas, dando-lhes forma e significado.
Capela de Santa Terezinha – Bairro Novo Lar
A mais antiga capela da paróquia, dedicada a Santa Terezinha do Menino Jesus, começou a ser erguida em 1º de outubro de 1938 e foi inaugurada em 14 de dezembro de 1941.
Destinada aos moradores do primeiro bairro de Bebedouro, o Novo Lar, abriga imagens históricas de Santa Terezinha, São João Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora.
É considerada uma “miniatura da Igreja Matriz”, refletindo sua arquitetura e espiritualidade.
Passou por reformas em 1951, 1966, 1979, 1995 e 2016, preservando sua relevância como núcleo de fé e memória coletiva.
Capela de Santo Antônio – Cemitério Municipal
Poucos sabem, mas a capela do Cemitério é dedicada a Santo Antônio de Pádua.
A construção iniciou-se em 1950, liderada por Frei Marcelo Manilia, com recursos provenientes da Festa de São João Batista e doações de fiéis.
Foi abençoada em 2 de outubro de 1951 por Dom José Varani, que destacou sua importância espiritual durante visita pastoral.
Em 1962, recebeu seu primeiro sino — símbolo da prece constante pelos falecidos — e, em 1968, passou por restauração.
Em 2016, sob iniciativa da família Campanelli, a capela ganhou novo fôlego com a construção de um jazigo sacerdotal, abençoado por Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB, fortalecendo o vínculo entre memória, fé e serviço pastoral.
Capela de Nossa Senhora das Graças – Bairro Três Marias
Erguida sobre o antigo Centro Comunitário 3 Marias, inaugurado em 1982, a atual Capela de Nossa Senhora das Graças foi construída durante o Ano Jubilar de 2000, sob o paroquiato do Cônego Pedro Paulo Scannavino.
Inaugurada em 15 de agosto de 2002, traz uma placa comemorativa em homenagem aos paroquianos e colaboradores que viabilizaram a obra.
Hoje, é um dos espaços mais frequentados da paróquia, acolhendo celebrações, encontros e festas tradicionais como a Quermesse de Nossa Senhora das Graças.
Mais que um templo, tornou-se símbolo do compromisso social e espiritual da comunidade bebedourense.



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